BONECA DE SÍLEX – PEDRA DAS FADAS FANTASIA | COLAR PINGENTE ARTESANAL OURO 18K BANHO
Uma verdadeira Geoarte natural, uma diversão à Pareidolia e com profundos significados. Esta exclusiva criação da LAZZERINI-GEOJOIAS traz uma raridade mineral, típica do território envolvendo o Projeto Geoparque Corumbataí”, com design autoral de um collar tipo elo Português mais esferas e um pingente artisanal em alambrismo (ambos banhados em Ouro 18k), contendo um cristal natural de Boneca de Sílex (123,3 ct), como uma escultura em desenho de Fantasia (bege, marrom e preto).
Este exemplar foi manualmente coletado na origem em rejeito de Pedreira Assistência – Rio Claro/SP/BRA.
POR QUE ESTA GEOJOIA É ESPECIAL
• Escultura geológica natural: nódulos originalmente arredondados podem se unir e gerar formas lobadas, antropomórficas, abstratas ou semelhantes a pequenas figuras com desenhos que lembram fantasias; comumente associados ao fenômeno de Pareidolia (o cérebro humano enxerga rostos, corpos ou padrões familiares em objetos inanimados ou lugares aleatórios).
• Exclusividade absoluta: formato, textura, volume, cor e desenho interno não se repetem.
• Patrimônio geológico brasileiro: formação vinculada aos depósitos permianos da Bacia do Paraná.
• Registro estratigráfico: ocorre associada a folhelhos negros, muitas vezes pirobetuminosos, e a camadas ou lentes de calcário e dolomito.
• Diversidade natural: alguns exemplares preservam a estratificação da rocha original; outros apresentam aspecto homogêneo.
• Design artesanal brasileiro: criação autoral concebida para preservar a aparência “in natura”.
• Origem e autenticidade: acompanha certificado LAZZERINI-GEOJOIAS e inventário geológico.
Os estudos clássicos descrevem a Formação Irati como um conjunto de folhelhos negros pirobetuminosos com intercalações carbonáticas, Bonecas de Sílex e restos de Mesosaurus. Essa associação reforça o valor das bonecas como elementos característicos do contexto geológico do Irati, embora elas próprias não sejam fósseis corporais.
ORIGEM & CIÊNCIA DA BELEZA
Seu nome regional é atribuído às concreções formadas pela união de dois ou mais nódulos naturais de Sílex, de contorno orgânico produzido pela união — ou coalescência — de nódulos de Sílex durante processos de silicificação e diagênese. Seu formato orgânico, lobado e escultural foi produzido por processos geológicos, sem moldes ou repetição, fazendo de cada exemplar uma verdadeira obra prima mineral.
As concreções são aquelas bolas, bolinhas, etc. que estão presentes em muitos locais, associadas a camadas de rochas. Em geral elas são produto da cimentação diferencial de minerais como cálcio, sílica, ferro, pirita, etc. ao redor de um núcleo, por efeito de variações no meio circundante, que podem ser consequência de mudanças no pH, por exemplo.
Em diversas pedreiras de carbonatos da Formação Irati, aqui no estado de São Paulo, é possível encontrar, entre as camadas rochas calcárias, concreções de sílica cujas dimensões variam de centímetros a metros. Neste caso, as camadas de rocha correspondem à deposição de carbonato num ambiente de sedimentação marinho raso dentro um clima semi-árido. Assim, o silício que estava dissolvido nessas águas alcalinas (pH acima de 7) foi sendo depositado na forma de um gel em momentos de nível do mar mais baixo, ou de pH mais ácido devido à decomposição da matéria orgânica, que libera CO2. Podendo ser encontrados níveis mais ricos em concreções de sílica do que outros ou mesmo camadas completamente silicificadas. Algumas concreções crescem em formatos mais alongados, tocando concreções vizinhas, formando o que denominamos “Bonecas de Sílex”. No meio delas muitas vezes tem microfósseis, como pólens, fragmentos de carvão de queimadas, cianobactérias etc.
O Sílex, também denominado chert e, sobretudo nas variedades escuras, flint, é uma rocha sedimentar silicosa constituída principalmente por dióxido de silício — SiO₂ — na forma de quartzo microcristalino, criptocristalino e calcedônia. A Boneca de Sílex é, portanto, uma concreção silicosa ornamental, e não um cristal individual.
Apresenta granulação extremamente fina, elevada resistência e fratura conchoidal. Suas cores podem variar entre creme, cinza, castanho, chocolate e preto. O acabamento polido pode revelar brilho ceroso a vítreo, faixas, manchas e estruturas herdadas dos sedimentos originais.
A descrição mais detalhada das Bonecas de Sílex do Irati foi apresentada por Amaral, 1966; que as definiu como nódulos esféricos frequentemente coalescidos em formas irregulares ou “bizarras”.
Esses nódulos costumam concentrar-se no solo avermelhado produzido pela alteração das rochas do Irati. Predominam exemplares centimétricos, mas há registros desde poucos milímetros até um decímetro ou mais, além de ocorrências excepcionalmente maiores. Geralmente são achatados paralelamente ao plano de estratificação. Podem ocorrer tanto nos calcários quanto nos folhelhos da zona rítmica, sendo particularmente abundantes nos folhelhos. Em alguns níveis concentram-se em uma camada específica; em outros, distribuem-se de maneira aparentemente caótica.
A relação com a rocha encaixante ajuda a reconstruir seu crescimento. Em certos calcários, o nódulo deforma as camadas ao redor; em outros, não perturba a estratificação e preserva internamente a estrutura do calcário que foi substituído. Nos folhelhos, a rocha pode se moldar ao redor das concreções. Em uma pedreira de Ipeúna, foi registrado um folhelho fortemente corrugado devido à grande quantidade de nódulos.
Se recomendam cautela ao explicar a gênese dessas formações. O sílex da Formação Irati não foi produzido por um único mecanismo ou em apenas um momento. Foram reconhecidos tipos singenéticos ou precoces, tipos metassomáticos formados pela substituição dos carbonatos, ocorrências relacionadas a soluções posteriores e formas possivelmente associadas ao intemperismo. Em uma mesma amostra podem coexistir sílex de épocas e condições de formação diferentes.
Para determinados nódulos negros preservados em folhelhos pirobetuminosos, a abundância de esporos em seu interior foi considerada uma forte evidência de origem singenética — formação durante ou logo após a deposição dos sedimentos. A presença de pirita finamente disseminada junto ao contato com o folhelho sugere que esse mineral penetrou no gel silicoso antes de seu endurecimento. Também se menciona possíveis remanescentes de opala que não teriam sido completamente recristalizados.
A sílica necessária à formação do sílex pode ter vindo, em parte, da dissolução de espículas silicosas de esponjas. Ou, se considerou improvável que apenas as esponjas fornecessem todo o enorme volume de sílica existente na Formação Irati e propôs também sua liberação durante transformações de minerais argilosos. Assim, as Bonecas de Sílex registram uma combinação complexa de processos biogênicos, químicos e diagenéticos.
CONTEXTO GEOLÓGICO E DISTRIBUIÇÃO
A Formação Irati integra o Permiano da Bacia do Paraná e apresenta ampla distribuição no Sul e Sudeste do Brasil. Nos estudos clássicos, suas litologias características incluem folhelhos negros, por vezes pirobetuminosos, associados a calcários e dolomitos, acompanhados por nódulos, lâminas e camadas de sílex.
As Bonecas de Sílex foram registradas no Estado de São Paulo, especialmente no eixo Piracicaba–Laranjal–Pereiras e em Ipeúna, além de localidades do Paraná e de Santa Catarina. Foram descritas Bonecas de Sílex abundantes em folhelhos negros na região de Bom Retiro–Ribeirão Grande. Na região entre Piracicaba e Pereiras, as exposições produzidas pela mineração de calcário revelaram folhelhos pirobetuminosos com numerosos nódulos de sílex abaixo de níveis conhecidos regionalmente como “laje azul” e “banco” dolomítico.
Próximo à rodovia Piracicaba–Tietê, também foram observados siltitos argilosos intercalados entre folhelhos alterados contendo abundantes Bonecas de Sílex e o banco dolomítico superior. Esses registros demonstram que as bonecas não constituem ocorrências isoladas, mas fazem parte de níveis estratigráficos reconhecíveis da Formação Irati.
Se associam essas rochas a um ambiente deposicional de baixa energia, desenvolvido em uma grande bacia aquosa de relevo regionalmente aplainado e tectonicamente estável. A estagnação das águas teria favorecido condições redutoras e a preservação parcial de matéria orgânica. Evidências geoquímicas e a presença de espículas de esponjas levaram a se admitir que essa bacia possuía alguma comunicação com o mar.
A Boneca de Sílex não é um fóssil corporal. É uma estrutura mineral de origem sedimentar e diagenética. Contudo, alguns nódulos podem incorporar esporos, matéria orgânica, microestruturas e outros vestígios dos sedimentos em que cresceram, funcionando como verdadeiras cápsulas da história geológica.
O exemplar provém da Formação Irati, especialmente de seu intervalo carbonático e folhelhoso estudado na região de Piracicaba, Laranjal, Ipeúna e municípios vizinhos. Desde a década de 1960 trabalhos científicos registram as “Bonecas de Sílex” como feições características dessas rochas Permianas.
HISTÓRIA, ARQUEOLOGIA & CULTURA
O Sílex acompanha a humanidade há milhões de anos. Sua resistência e fratura conchoidal permitiram a produção de lâminas, raspadores, pontas de projéteis, machados e outras ferramentas. Também foi empregado em adornos, amuletos, objetos de coleção e joalheria.
Nas Bonecas de Sílex do Irati, o valor ornamental nasce principalmente da forma escultórica natural. O olhar humano reconhece silhuetas, personagens e figuras em volumes construídos sem intervenção humana. Essa combinação entre geologia e imaginação explica a força dos nomes populares Boneca de Sílex, Flint Doll e, poeticamente, Pedra das Fadas.
SIMBOLISMO & TRADIÇÕES
Pedras de Fadas, também conhecidas como Pedras da Deusa ou Opala Menilita, são minerais incomuns compostos de carbonato de cálcio e argila. Muitas tribos e sociedades usaram Pedras de Fadas em sua cultura, dando-lhes muitos nomes diferentes. Foi somente quando a Tribo Algonquin do Norte de Quebec as cunhou oficialmente como "Pedras de Fadas". Esses minerais mágicos são encontrados principalmente em antigos depósitos de geleiras no Canadá, mas também podem ser encontrados na Escandinávia, Groenlândia, Ilhas Britânicas e Marrocos.
Segundo tradições culturais e energéticas contemporâneas, o sílex simboliza proteção, estabilidade, coragem, perseverança, ancestralidade e aterramento. É associado à força da Terra, à memória do tempo profundo e à capacidade de permanecer firme durante as transformações.
Práticas modernas com cristais relacionam o flint especialmente ao chakra Raiz e a experiências simbólicas de centralização e segurança. Essas referências são culturais e simbólicas; não constituem propriedades médicas ou terapêuticas comprovadas e não substituem orientações profissionais. Zodíaco: Touro. Elementos: Terra.
Resumo das crenças metafísicas: rejuvenescimento, poder, cura física, paz de espírito, recordação de vidas passadas, paixão, oportunidades, nutrição, relaxamento, novos começos, motivação, aprimoramento mental, meditação, inspiração, entendimento, sabedoria, verdade, confiança, transformação, alívio do estresse, força, paz interior, despertar espiritual, suavizante, senso de propósito, autodescoberta, autocura, autodisciplina, resolução, aventuras, clareza, clarividência, reivindicando a totalidade, canalizando e aterrando vibrações superiores, calma e paciência, conectando os mundos espiritual e físico, alívio da ansiedade, conhecimento antigo, conexão com a natureza, ação, abundância, iluminação, liderança, longevidade, sorte e boa fortuna, aterramento, generosidade, autoexpressão suave, conscientização expandida, compreensão emocional, determinação, determinação, criando sua própria realidade, coragem, consciência, confiança.
.DIMENSÕES: Colar – ~21,5 cm; Pingente - ~2,3 cm; Peso do mineral - ~123,3 ct
.CERTIFICADO: de origem e autenticidade.
.CUIDADOS
Evite impactos, abrasivos, perfumes, cremes, umidade prolongada e produtos químicos. Limpe com pano macio e guarde separadamente.
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